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Brasileiro cria sabonetes com cerveja na receita!

Formado e dono de uma empresa na área de engenharia mecânica, Bruno Lopes voltou a estudar fórmulas e se debruçar em cima de livros em julho do ano passado para aprender a fabricar sabonetes caseiros. A ideia do engenheiro de 30 anos era incorporar uma das suas grandes paixões, a cerveja, a nova empreitada. Até chegar ao resultado final, a Confraria Beer Soap, aberta há duas semanas, Bruno diz ter feito mais de 30 lotes de teste, um gasto em torno de R$ 5 mil.

Imagem: Brunno Kono/iG São Paulo
Segundo Bruno, a origem do novo negócio veio após começar a fazer barba com navalha reta. “Visitando uns blogs para aprender a afiar a navalha, vi que vários ensinavam a fazer um sabonete próprio para barbear. Nessa procura eu vi que bastante gente faz com cerveja de forma artesanal, com Guinness, Brooklyn. Comecei a fazer.” Mas não foi somente começar a fazer.

“Comprei alguns livros, queria saber como fazia a minha fórmula, entender cada óleo. Conheci softwares que facilitaram na questão do cálculo de quanto de base alcalina você precisa, fiz uma planilha que te dá as propriedades do sabonete, de dureza, hidratação, se faz espuma, é bem legal. Aí fiz todo esse estudo”, diz. Segundo Bruno, esse estudo poderia ser mais simples se ele utilizasse produtos sintéticos ou químicos, o que ele não faz.

O engenheiro explica que para cada 1,4 kg de sabonete ele precisa de 300 a 400 ml da cerveja escolhida, mas que ela não entra diretamente na receita assim que aberta. Ao invés disso, ele a deixa aberta por dois a três dias para tirar o gás e em seguida a coloca no congelador para que o álcool saia. Ocasionalmente, o sabonete não terá cheiro ou gosto de cerveja. 

Feito isso, a cerveja recebe a base alcalina, óleos e aromas. A mistura final automaticamente vai ganhando uma consistência de pudim, e em poucos minutos está pronta para encher o molde, em formato cilíndrico.

Depois de três a quatro dias dentro do molde, o sabonete é tirado, limpo, cortado e deixado para secar. O último processo é o mais demorado e leva semanas. Para Lopes, fazer um sabonete artesanal é como cozinhar, é “olhar para a massa, ver o que está acontecendo”. Isso não evita, no entanto, que erros ocorram.

Um bom exemplo é a Newcastle Brown. Bruno diz não saber o que tem na cerveja inglesa que acelera a reação química de tal forma que a mistura final atinge a consistência de pudim quase que imediatamente. O sabonete endurece tão rápido que ele não chega a preencher o molde de maneira uniforme, deixando alguns buracos na superfície, afirma.

Apesar dos desejos de crescer, Lopes não tem a intenção de futuramente contratar alguém para ajudá-lo e enxerga vantagens por ser “pequeno”: “Quanto menor você é, mais você pensa nos detalhes, mantém sob controle, tem número de série. Eu faço a embalagem a mão. Essa é a questão do artesanal. A ideia é manter a qualidade”.

Atualmente, Bruno trabalha com cerca de 28 a 29 rótulos. Os próximos já estão decididos: Vedett Extra White, Rochefort 6, uma da Evil Twin e outra que é fruto de parceria com uma cervejaria brasileira, mas cujo nome ele prefere manter em sigilo.

[Fonte: iG]

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